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  • Revista EiS

Um morador da comunidade,assume a presidência do Império da Tijuca e leva a escola à elite do carnav


Presidente Antônio Marcos Teles (Tê). Foto: Carnaval Interativo

O Presidente do Império da Tijuca Antônio Marcos Teles, o Tê, conversou conosco e falou sobre as dificuldades para a escola desfilar em 2018, a dor do rebaixamento em 2014 e suas expectativas para o carnaval de 2019. Acompanhe essa entrevista maravilhosa desse carismático e competente presidente:

EiS - 2018 foi um ano de crise financeira no carnaval, não teve ensaios técnicos na Sapucaí e as escolas precisaram tirar leite de pedra para fazer os ensaios e colocar o carnaval na Avenida. Qual foi a fórmula utilizada pelo Império da Tijuca para driblar a crise e se teve alguma ajuda de outras co-irmãs, poder público ou amigos?

Tê - Todas as agremiações tiveram problemas para colocar suas escolas na Sapucaí. No caso da Império da Tijuca aproveitamos muitas coisas dos anos passados e esculturas de outras agremiações do grupo especial.

EiS - O sétimo lugar foi um resultado que, de certa forma, decepcionou a agremiação?

Tê - Não fizemos carnaval para ficar em sétimo lugar, mesmo com as dificuldades acreditava em brigar pelo título.

EiS - Esse ano não houve rebaixamento no grupo Especial e no Acesso A. O senhor acha que isso pode fazer com que os desfiles tenham sua credibilidade afetada?

Tê - Realmente nunca é bom para o carnaval, mas como a sacanagem já começou pelo próprio poder público tirando metade da verba do carnaval, não esperava outra coisa.

EiS - A escola está renovando com grandes profissionais e reforçando o seu time. O senhor percebe que 2019 tem tudo para o Império da Tijuca conquistar o título e retornar à elite do carnaval?

Tê - Sempre gostamos de ter um time forte e para 2019 não vai ser diferente, vou brigar pelo título, coisa que sempre faço e não vou para a avenida para me manter e sim para ganhar .

EiS - Após o rebaixamento de 2014, a escola teve um sexto lugar em 2015 e três sétimos lugares nos últimos anos. Até que ponto o rebaixamento, tido por quase todos do mundo do samba, como injusto, afetou o desempenho da escola nesses últimos desfiles?

Tê - Realmente o rebaixamento da império em 2014 foi muito injusto, como toda imprensa e o publico puderam ver. De lá para cá estamos fazendo grandes desfiles e os resultados não são compatíveis com o que a escola mostra. Em 2019 vamos vencer esse tabu e trazer esse título de novo para o morro da Formiga.

EiS - Hoje é quase impossível não associar o Império da Tijuca à sua pessoa. Seus planos são de permanecer à frente da presidência da escola ainda por muitos anos? Está preparando alguém para substituí-lo?

Tê - Verdade, peguei a escola praticamente enrolando a bandeira, desacreditada de tudo e formei uma diretoria que graças à Deus, vem vencendo e subindo degraus. Fomos campeões logo no segundo ano à frente da presidência da escola, quando estávamos nos desfiles da terça-feira e voltamos para o acesso A. Ficamos em quarto lugar em 2007 e em 2013 fomos campeões, retornando ao grupo Especial. Essa marca ficou na Império, coisa que muitos não acreditavam que um morador da comunidade levasse a escola ao topo mais alto do carnaval; basta acreditar e ter força para vencer. Tenho sim vontade de sair do carnaval, mas preciso trabalhar alguém que se dedique e goste da escola.


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