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  • Explosão In Samba

Quando Se Existe Mas Não Se Pensa




Após a confirmação pela plenária da Liesa da não realização dos desfiles das Escolas de Samba em fevereiro e o referendo da Sebastiana - Liga dos blocos - ao não desfile desses também, imediatamente tivemos manifestações de diversos setores representativos da economia do estado e do município do Rio, lamentando e demonstrando sua preocupação com os efeitos do, por enquanto, adiamento do evento.

Isso só vem confirmar, o quão importante é o carnaval para o Rio.

A parte ser a maior manifestação cultural da cidade, movimenta diversos outros setores, públicos e privados, gerando riqueza na ordem de bilhões de reais, seja a nível de impostos, seja no incremento produzido pela intensa circulação de pessoas e capital.

É o carnaval responsável ainda pelo sustento de um setor invisível aos olhos dos cadernos de economia que são os informais que vivem no entorno da festa e que hoje são as vítimas maiores de toda a incerteza que ronda a realização ou não do maior evento da terra.

Por isso, beira o inacreditável a maneira discriminatória e irresponsável como a atual gestão da cidade tratou o carnaval nos últimos 4 anos.

Mas também é espantoso que após 6 meses de pandemia e onde se desenhava a possibilidade de um adiamento ou mesmo cancelamento da festa face a pandemia, nenhuma entidade representativa das Escolas, a federação das indústrias do estado, as associações de hotéis e restaurantes, as secretarias de governo, o patrocinador maior - Rede Globo -, volto a dizer, é absolutamente espantoso que ninguém tenha usado esse tempo para pensar e propor alternativas.

Somente agora, se fala em pensar em algo que não se sabe o quê para fazer não se sabe quando.

Que o Rio e o carnaval sejam varridos por ventos que nos levem o que não presta, nos traga algo melhor e areje as mentes nebulosas.


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