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A presidente da torcida Soberanos, é Beija-Flor na alegria e na dor

22.08.2016

 

 

Nascida e criada em Nilópolis, Guísela, ainda muito menina costumava ouvir os ensaios da Beija-Flor da janela de sua casa, que ficava bem próximo da quadra. Uma torcedora apaixonada pela Deusa da passarela Nilopolitana, a jovem teve a alegria e emoção de desfilar pela primeira vez em 1993, quando a carnavalesca Maria Augusta levou para a avenida o enredo "Uni duni tê a Beija-Flor escolheu, é você", como vocês podem ver na imagem abaixo.

                                                             Foto: Arquivo pessoal

 

 

A jovem apaixonada pela Beija-Flor encontrou uma outra paixão e esse relacionamento culminou em casamento, o que fez com que ela se afastasse das quadras e dos desfiles de sua escola de coração, fato que hoje em dia ela diz ter se arrependido profundamente.

Em 2001 Guísela retorna para a Beija-Flor e entra para a comunidade da escola, fazendo com que o seu amor pela escola só aumentasse. Guísela foi diretora da escola por 3 anos com muita alegria, mas numa noite que ela não consegue esquecer, veio a dor. Sem nenhuma explicação, ela fora cortada da diretoria da escola, um momento que ela descreve visivelmente emocionada: " - Foi muito triste mesmo, fiquei sem chão, mas na hora pensei que não me importava a posição que eu estaria na escola, não  me tornei Beija-Flor na diretoria, eu amo a escola desde que me conheço como gente, portanto, o fato de estar ou não na diretoria não mudaria o meu sentimento e voltei a ser apenas torcedora." frisou Guísela.

O fato ocorrido foi tão marcante na vida dela, que a mesma resolveu eternizar esse momento: " - Eu resolvi tatuar um dos versos do samba de 2016 em minhas costas ( sou Beija-Flor na alegria ou na dor ), ainda bem antes do samba ter sido escolhido pela escola; os compositores quando souberam, vieram falar comigo, muito emocionados." Finalizou Guísela.

                                            Na imagem acima, Diretora Guísela, na quadra da Beija-Flor

 

 

Mesmo fora da diretoria, ela não deixa de frequentar os ensaios da escola e acaba presidindo a primeira  torcida oficial da Beija-Flor de Nilópolis, a Torcida Soberanos; saiba como tudo começou, pela própria presidente: "- A ideia de torcida surgiu de conversas do orkut entre um amigo de São Paulo e outro de Los Angeles, EUA. Eles tinham um grupo chamado " O Beija-Flor" e quando a escola lançou o enredo do Boni e passou a ser muito criticada, eles resolveram criar uma torcida virtual, que permaneceu assim por dois anos. Eles chegaram a levar uma faixa para o ensaio técnico da Sapucaí.

Em novembro de 2015, houve um encontro das torcidas na praça Mauá e ali perceberam que o trabalho merecia e precisava aumentar. Eu tinha acabado de sair da diretoria da escola e surgiu a ideia deles me convidarem à assumir a presidência dos Soberanos e aceitei." Explicou Guísela.

           Foto: Eduardo Hollanda - Presidente Guísela Duarte com torcida Soberanos Beija-Flor

 

Hoje a torcida Soberanos Beija-Flor tem apoio da direção da agremiação e o direito de usar a marca da escola nos produtos da torcida. No carnaval de 2016 foram convidados para encerrar o ensaio técnico da escola na Marquês de Sapucaí. No desfile oficial da escola, a torcida Soberanos distribuiu  70 mil bandeirinhas por quase todos os setores do sambódromo, repetindo o feito nos desfiles das campeãs. Por ser uma torcida que faz um trabalho totalmente inédito dentro da Beija-Flor, eles carregam o slogan "1ª na história da Beija-Flor"

 

                    Foto: Eduardo Hollanda - Torcida na arquibancada no dia do desfile oficial

 

 

Guísela Duarte, uma vencedora, componente, apaixonada, diretora, mas acima de tudo, na alegria ou na dor, pela Beija-Flor, uma eterna torcedora.

 

 

 

 

 

 

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