Diretor de carnaval com 17 títulos no grupo Especial - Respeite quem pode chegar onde Laíla chegou!

27.02.2018

                                              Mestre Laíla - Foto: Revista EiS

 

Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o famoso Laíla, é o maior ícone do nosso carnaval em atividade e um dos maiores de todos os tempos, por seu talento e sua competência tantas vezes comprovadas por seus vitoriosos trabalhos feitos em grandes escolas de samba.

Criado no morro do Salgueiro, Laíla começou na agremiação que dá nome ao morro tijucano no início dos anos 60, na direção de harmonia da escola. Nos anos de 1969, 1971, 1974 e 1975, Laíla ganha seus primeiros títulos pelo Salgueiro à frente da direção de carnaval da escola.

                                    Laíla em tempos de Salgueiro - Foto: Redes sociais

 

Com tanto sucesso no Salgueiro, o jovem Laíla no auge de seus 30 anos é contratado por Aniz Abraão David, para direção de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis, caçulinha do principal grupo da época. Junto com Laíla, o patrono da agremiação nilopolitana também levou Joãozinho Trinta e ali se firmava uma das maiores parcerias que o carnaval já conheceu. A dupla venceu os carnavais de 1976, 1977, 1978 e 1980. Laíla que já tinha acumulado em 1980 o carnaval da Unidos da Tijuca no segundo grupo, acabou deixando a Beija-Flor de Nilópolis e fazendo o carnaval da escola do morro do Borel até 1983. Em 1984 fez mais um ano de Salgueiro, passou por algumas escolas de fora do Rio de Janeiro, em 1986 foi responsável pela direção de carnaval da Vila Isabel, voltou em 1989 para a Beija-Flor, onde esteve a frente de um dos maiores espetáculos já vistos em uma passarela do samba, que foi o célebre desfile de "Ratos e urubus larguem minha fantasia". Laíla ainda permaneceu nos anos de 1990, 1991 e 1992, porém sem conquistar títulos. Em 1992, 1993 e 1994 foi o grande responsável por levar a Grande Rio para o grupo Especial. Em 1995 Laíla volta para a Beija-Flor, que já não tinha Joãozinho Trinta e conquistou o título de 1998, no primeiro ano que montou a comissão de carnaval da escola, algo inovador e polêmico na época. Laíla e sua comissão de carnaval davam um título para a Beija-Flor de Nilópolis, após 14 anos de jejum e ficaria à frente da direção de carnaval até esse ano de 2018 quando deixou a escola com o seu 13° título pela azul e branco nilopolitana, tendo ficado de fora apenas do título de 1983.

Laíla foi o responsável por dar oportunidades por muita gente da própria comunidade, como o caso do mestre Rodney:

 

"Laíla é um mago!

Devo muito ou tudo que eu tenho ao Laíla, pelos ensinamentos que ele me deu, pela minha formação como mestre de bateria. Agradeço muito por ele ter me dado oportunidades, por ter sido muito meu amigo. Que papai do céu o ilumine, Laíla achou que era hora de sair e tanto ele quanto a agremiação sabem o que é melhor para ambos. Ele vai ter sempre um filho e um amigo aqui." Disse Rodney

Foto: Redes sociais

 

Laíla ganhou o respeito da comunidade nilopolitana e a fez uma de suas maiores forças dentro da escola para obtenção de tantos triunfos. Em 2003 Laíla lança à frente da bateria da Beija-Flor, a jovem Raíssa de Oliveira, com apenas 12 anos de idade. Raíssa brilha até hoje e podemos dizer que foi mais um grande acerto do mestre.

 

"Tenho muita gratidão pelo Laíla, tenho um amor de filha. Ele descobriu a Raissa de Oliveira, uma menina de comunidade. Laíla e a escola sabem o que é melhor para ambas as partes." Disse Raissa

Foto: Redes sociais

 

 

 

Algumas especulações já são feitas, quanto à próxima agremiação que Laíla estará emprestando seu talento e seu conhecimento, mas o certo é que seja qual for a agremiação, quem ganha é o nosso carnaval que continuará desfrutando de desfiles, que muito bem representam a nossa principal festa popular. Laíla é a essência de nosso carnaval raíz, que ainda resiste bravamente no nosso Rio de Janeiro.

 

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