Ritmo de trabalho no barracão das escolas de samba da Intendente Magalhães está devagar quase parando

22.02.2019

 Julio Bombinha no barracão das escolas de samba da Intendente Magalhães - Foto: Revista EiS

 

Quem entra no barracão das escolas de samba da Intendente Magalhães custa acreditar que em 9 dias essas agremiações estarão com suas alegorias desfilando pela avenida. Mais de 80% da escolas ainda nem começaram mexer em seus carros alegóricos e muitos profissionais estão muito preocupados com essa situação. É o caso de Tavares, que há vários anos trabalha no barracão instalando iluminação nesses carros:

 

"Nessa época, faltando menos de 10 dias para os desfiles, eu já estava com mais de 10 carros com a iluminação praticamente pronta, em fase de testes e faltando apenas detalhes. Esse ano ainda não consegui fechar com nenhuma escola, a grande maioria dos carros nem começaram a ser mexidos e isso vai tornar muito difícil o nosso trabalho. Acredito que muitas escolas correm sério risco de nem desfilar, porque eu sempre vi muita dificuldade com as escolas daqui da Intendente Magalhães, mas nada nem parecido com o que estou vendo esse ano. Espero que aconteça um milagre até semana que vem e possamos ver esses carros todos prontos para eu poder colocar a iluminação neles." Disse Tavares.

 

 

No Império Ricardense o presidente da escola, Jatir Costa, não faz cerimônia e cai dentro do trabalho de barracão. Para Jatir, mesmo com todas as dificuldades a escola vai brigar pelo título:

 

"Mesmo com todas as dificuldades, com crise e problema de verba com a prefeitura, nossa escola sempre entra na avenida para conquistar título. Nossa escola vai desfilar com 550 componentes e mesmo com toda dificuldade para fazermos as fantasias para todas essas pessoas, temos certeza que vai dar tudo certo; não será nada fácil, mas vamos conseguir e dentro do possível termos um certo luxo, fantasias bem elaboradas e todos chegamos na avenida com notas máximas, durante o desfile é que começamos a perder pontos e faremos de tudo para errarmos pouco e conquistarmos o título. Nós dependemos demais dessa verba da prefeitura, pois aqui ninguém consegue um patrocínio, nenhum parceiro e na hora de pagar os fornecedores, pagamos os mesmos valores que pagam as escolas do grupo Especial. Aqui é o verdadeiro sofrimento. Disse Jatir.

 

Na contra mão de toda essa crise, o Arame de Ricardo e a União de Jacarepaguá já estão com quase todas as suas fantasias ensacadas e suas alegorias em fase final. Ney Lopes, que é diretor de carnaval do Arame e presidente da União, nos contou como tem feito para driblar a crise:

 

"Está sendo um carnaval de muito aprendizado pra nós da direção de carnaval do arame devido a toda dificuldade que as escolas vem passando. Mas graças à Deus estamos conseguindo finalizar nossas alegorias com bastante criatividade e usando materiais alternativos para fazer um belo conjunto de fantasias e alegorias. O verdadeiro sambista nasce aqui no carnaval do povo, na Intendente Magalhães se aprende a fazer carnaval e a cada ano aprendemos mais e mais e tenham a certeza que faremos um belo espetáculo de fantasias e alegorias. Nossa direção de carnaval é muito unida trabalhamos em equipe e isso facilita no resultado final onde todos ficam satisfeitos com o trabalho. E nossa equipe de carnaval da União de Jacarepaguá também está fazendo um excelente trabalho." Disse Ney.

 

 

                         Alegoria do Arame de Ricardo em contrução - Foto: Revista EiS

 

 

 

                           Alegoria da União de Jacarepaguá em construção - Foto: Revista EiS

 

 

                          Um dos carros alegóricos que estará no desfile daqui há 9 dias - Foto: Revista EiS

 

 

 

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